Os caminhões e ônibus Volkswagen já estão aptos para receber uma mistura de até 5% de biodiesel (B5) ao óleo diesel convencional usado em seus motores. A partir de junho, todos os veículos sairão da fábrica de Resende (RJ) com um selo indicando a mudança, que será obrigatória a partir de 2013. A MAN Latin America, que possui desde 2006 veículos prontos para receber a mistura B2, é pioneira na pesquisa de biocombustível aplicado a veículos comerciais no Brasil, tendo iniciado seus testes em 2003.
Um dos mais importantes estudos acontece em parceria com o Grupo Bertin. Desde setembro último, a montadora realiza testes utilizando matéria-prima de origem animal (sebo bovino) para mistura de 20% (B20) de biodiesel ao óleo diesel em seis caminhões VW Constellation 19.320 pertecentes ao grupo, que atua nos segmentos de agroindústria, infra-estrutura e energia. Os veículos percorrem a rota Porto de Santos (SP) - Lins (SP), o que corresponde a 1.100 quilômetros.
A região Sul Fluminense também abriga testes de biodiesel em caminhões da marca. Em Barra Mansa, três caminhões VW Worker 26.260E da empresa de fabricação de concreto Engemix estão em fase final de testes com a mistura B5. O óleo utilizado nos caminhões é feito de mamona, uma das matérias-primas autorizadas pelo Programa Nacional de Testes de Biodiesel, coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
“O respeito ao Meio Ambiente é sem dúvida uma das grandes preocupações da MAN Latin America. Nossas ações não páram com o B5. Vamos dar continuidade aos estudos com biocombustíveis, contribuindo assim para um futuro melhor em nosso planeta”, afirma Roberto Cortes, presidente da montadora.
Demonstrando sua preocupação em relação ao uso do biocombustível, a empresa informou para suas concessionárias espalhadas por todo o Brasil que a utilização da mistura de biodiesel com óleo diesel não traz problemas aos caminhões e ônibus. A montadora esclareceu ainda que os veículos continuam cobertos pela garantia de fábrica no decorrer do período originalmente dado.
Fontes: TECPAR, ABIOVE, CEPEA, AGROPALMA, Ministério das Minas e Energia